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Mensagem da Diretora Regional a.i. do UNAIDS para a América Latina e Caribe

alejandra cerodisc1

 

Neste 1º de março, quando celebramos o Dia de Zero Discriminação, gostaria de fazer um convite a você para refletir sobre as desigualdades que te cercam, em sua família, em sua comunidade, em sua cidade e até mesmo em seu país. E faça a si mesmo ou a si mesma uma pergunta simples: como você acha que as desigualdades afetam o mundo ao seu redor?

A desigualdade está crescendo para mais de 70% da população mundial, exacerbando as divisões e freando o desenvolvimento econômico e social. E como todos vimos no ano passado, a COVID-19 está atingindo as pessoas mais vulneráveis ​​com mais força: embora novas vacinas estejam disponíveis, há uma enorme desigualdade no acesso a elas em todo o mundo. Todos e todas nós somos testemunhas do que já está sendo chamado de “apartheid das vacinas”.

Neste Dia de Zero Discriminação, o UNAIDS deseja destacar a necessidade urgente de agir para acabar com as desigualdades que envolvem todos os aspectos de nossa rica diversidade como seres humanos.

A região da América Latina e do Caribe é conhecida como uma das mais desiguais do mundo, onde ainda persistem fortemente as desigualdades e a discriminação, afetando diretamente as pessoas vivendo com HIV ou vulneráveis ​​ao vírus, incluindo as pessoas migrantes e refugiadas, a população indígena, pessoas afrodescendentes, a comunidade LGBT, jovens e mulheres.

E nosso desafio é que, aqui na região e em todo o mundo, a discriminação e as desigualdades estão intimamente relacionadas. A interseccionalidade entre várias formas de discriminação – seja estrutural ou social, contra pessoas e grupos – pode levar a um amplo leque de desigualdades, que também podem levar ao estigma e à discriminação.

As evidências mostram que essa discriminação social e estrutural leva a desigualdades significativas no acesso à justiça e aos serviços de saúde.

Enquanto o UNAIDS se prepara para lançar sua nova Estratégia Global para a AIDS este ano, convidamos você para que se uma a nós nos esforços para acabar com as desigualdades. Este é o princípio fundamental da nova estratégia e a colaboração de cada um e cada uma de vocês será a chave para alcançar nosso objetivo da Agenda 2030, que é o de acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde pública.

Além de ser fundamental para acabar com a AIDS, o combate à desigualdade também avançará em relação aos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV, tornará as sociedades mais bem preparadas para vencer a COVID-19 e outras pandemias, e apoiará a recuperação econômica. Cumprir a promessa de combater a desigualdade salvará milhões de vidas e beneficiará a sociedade em todas as suas dimensões. Para fazer isso, devemos combater a discriminação em todas as suas formas.

A Aliança Global para Eliminar Todas as Formas de Estigma e Discriminação Relacionados ao HIV, uma iniciativa conjunta do UNAIDS, ONU Mulheres, PNUD e Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV, pode nos orientar através das seis áreas principais onde esse estigma e discriminação ocorrem com mais frequência, reforçando as desigualdades: contextos de saúde e de educação, local de trabalho, sistema de justiça, famílias e comunidades e contextos de emergência e crise humanitária.

Reconhecer o igual valor e dignidade de todas as pessoas não é apenas um imperativo ético e uma obrigação derivada dos instrumentos internacionais de direitos humanos, mas também é essencial para acabar com a AIDS até 2030.

 

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